
"Sei que o que escrevo aqui não se pode chamar de crônico nem de coluna nem de artigo.Mas sei que hoje é um grito.Um grito ! de cansaço.Estou cansada! é óbvio que o meu amor pelo mundo nunca impediu guerras e mortes. Amar nunca impediu guerras e mortes.Amar nunca impediu que por dentro eu chorasse lágrimas de sangue. Nem impediu separações mortais. Filhos dão muita alegria. Mas também tenho dores de parto todos os dias. O mundo falhou pra mim, eu falhei para o mundo. Portanto não quero mais amar. O que me resta ? Viver automaticamente até que a morte natural chegue. Mas sei que não posso viver automaticamente: preciso de amparo e é do amparo do amor. "